Salvaguarda da cidade romana da Balsa

Tavira celebrou, hoje, dia 26 de julho, com a Universidade do Algarve e a Direção Regional de Cultura, o protocolo de colaboração com vista ao desenvolvimento de projetos conjuntos de cariz científico, técnico e formativo no âmbito do património arqueológico, histórico e natural da Balsa.

O projeto plurianual “Balsa, recuperação e divulgação de uma cidade romana do Sudoeste Ibérico” constitui o elemento estruturante para a prossecução de medidas de salvaguarda e valorização. Este tem como objetivos resgatar a memória e o conhecimento do que resta de uma das cidades históricas mais emblemáticas do Algarve, contribuir para a sua requalificação, assim como promover a formação da comunidade geral e da população escolar em particular.

A celebração deste protocolo prevê a realização de prospeções geofísicas, trabalhos arqueológicos, estudos científicos, musealização e divulgação.

Compete à Direção Regional de Cultura do Algarve participar na investigação científica, efetuar acompanhamento técnico, colaborar na definição de medidas de proteção e salvaguarda das estruturas arqueológicas, apoiar e articular soluções de musealização e divulgação do património.

Cabe à Universidade do Algarve criar um projeto plurianual de investigação arqueológica e científica, bem como participar no planeamento da conservação e do restauro de materiais.

A autarquia tavirense, por sua vez, é responsável pela participação da equipa técnica nas atividades arqueológicas, na conservação e restauro do espólio e na musealização. Compete ao Município dinamizar ações de informação, promover a criação de um espaço museológico e prestar apoio logístico na realização das escavações.

A cidade romana da Balsa, situada na freguesia da Luz de Tavira, encontra-se classificada como imóvel de interesse público. Esta estende-se ao longo da zona ribeirinha da Ria Formosa e abrange várias propriedades e área de domínio público marítimo, onde foram descobertas várias necrópoles, cetárias (grandes tanques para a realização de preparados de peixe), vestígios de edifícios com pavimentos de mosaicos, condutas de água e inscrições alusivas à construção de um circo.

Com a celebração deste protocolo, Tavira dá mais um passo na preservação e salvaguarda do seu património histórico e cultural.

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